“O sul de Portugal está a produzir vinhos com paladares frutados claramente definidos que agradam ao palato internacional sem sacrificarem a sua própria identidade”.
Richard Mayson (Reino Unido, 2003)
“O Alentejo liderou o caminho da revolução dos vinhos Portugueses. É uma região que gozou de um tremendo sucesso na última década”.
Leena Ng (Singapura, 2009)
“A Região do Alentejo, quente e seca, no sudeste, é provavelmente a mais promissora fonte de vinhos de mesa acessíveis, encorpados, de cores intensas … e esta é sem dúvida uma das regiões vitivinícolas mais promissoras do mundo”.
Jancis Robinson (Reino Unido, 1999)
“Os vinhos do Alentejo possuem uma bela harmonia em relação à produção, qualidade e preço, com isso proporcionando um prazer único”.
Dionísio Chaves (Brasil, 2009)
“Planto o sobreiro para os meus netos, a oliveira para os meus filhos e a vinha para mim”
Ditado popular Alentejano
A cultura da vinha ocupa presentemente no Alentejo, uma área de mais de 22.000 hectares, onde se produzem anualmente uma média de 90 milhões de litros, maioritariamente de vinhos tintos. O clima é marcadamente Mediterrânico, com luz muito intensa, uma exposição solar muito prolongada ao longo do ano, verões com temperaturas continuamente elevadas durante o dia mas noites mais frescas, invernos frio e ambiente seco. Os solos apresentam também características muito favoráveis à cultura da vinha. Por tudo isto, a Região está claramente vocacionada para uma produção de vinho de alta qualidade.
Devido ao seu clima, o Alentejo está também entre as melhores regiões produtoras de vinho, no que respeita a estabilidade e consistência na qualidade e quantidade das uvas produzidas. Por outro lado, a sua morfologia caracterizada por amplas planícies com ondulações suaves, é ideal para a utilização das mais modernas técnicas e tecnologias na cultura da vinha.
Os historiadores acreditam que a cultura da vinha terá sido introduzida no Alentejo pelos povos Fenícios. Navegando para o interior da Região através dos rios Sado e Guadiana há mais de 2.000 anos, estes povos transportaram consigo a planta da vinha e o conhecimento do seu cultivo, divulgando-os entre os povos que então habitavam o Alentejo. Quando o Alentejo foi dominado pelo Império Romano, por volta de 45 a.C., o cultivo do vinho fortaleceu-se, tendo sido adoptada a dieta típica à base de azeite, pão e vinho, que ainda hoje se mantém na gastronomia regional. A presença dos Mouros, que liderados por Tarik chegaram à região em 711 a.C. e ali se mantiveram durante quase cinco séculos, não eliminou as vinhas nem a utilização do vinho na dieta.
Após a integração de Évora no recém-criado Reino de Portugal em 1165, a cidade transformou-se no maior centro vinícola do Alentejo. O vinho é hoje uma das mais importantes actividades económicas da região.