PORTUGAL E O ALENTEJO

PORTUGAL, A COSTA OCIDENTAL DA EUROPA

“A força atractiva do Atlântico, esse grande mar povoado de tempestades e de mistérios, foi a alma da Nação e foi com ele que se escreveu a história de Portugal”

Jorge Dias (Portugal, 1950)

 

“Portugal é mediterrâneo por natureza, atlântico por posição”.

Pequito Rebelo (Portugal, 1929)

 

“Portugal fixou-se na minha alma. Esta pequena, variada e receptiva nação entra-nos na pele”.

Richard Mayson (Reino Unido, 2003)

 

Portugal é um compacto espaço de diversidade, um verdadeiro mosaico de culturas e ambientes naturais. Montanhas no norte com um ambiente húmido atlântico, socalcos vinhateiros no Douro, praias imensas ao longo de todo o litoral, longas planícies ondulantes secas e quentes no sul, tudo isso se encontra neste pequeno País. Palácios, castelos, igrejas, mosteiros, monumentos megalíticos e templos romanos erguem-se a par de edifícios modernos, numa conjugação perfeita de estilos, como é o caso do românico, do gótico, do barroco, do manuelino e de outros mais contemporâneos.

 

A população e a cultura portuguesa são o produto do um vasto conjunto de influências étnicas e culturais que estão na origem do Portugal actual.

 

“Situado no extremo sudoeste da Europa a poucos passos da África, o País estava destinado a ser um ponto de passagem e de encontro de variadas raças, umas vindas dos confins do Mediterrânico, como os Fenícios, que lhe demandaram os portos, outras do extremo setentrião, como os Normandos, que lhe invadiram as costas … foram mais importantes as invasões celtas, sobretudo a partir do séc. VI a.C. Estes povos, senhores da técnica do ferro e da superioridade militar e económica … Os Lusitanos que resultaram desta fusão, eram um povo rude, sóbrio e espantosamente resistente e aguerrido … “ Jorge Dias (Portugal, 1950).

 

Depois vieram os romanos e a “paz romana” que durou alguns séculos, seguiram-se os Germânicos (do séc. V ao séc. VIII), primeiros os Suevos e depois os Alanos e os Visigodos, finalmente, no início do séc. VIII, os Mouros do Império norte africano dos Almorávidas. 

 

Em 1139 D. Afonso Henriques assume-se como rei, situação que, em 1143, conduz ao reconhecimento internacional do Reino de Portugal e de D. Afonso I como seu rei. Foi assim criada a mais antiga e estável realidade política europeia.

 

A celebração de uma história de aventureiros feita nos oceanos ao longo de séculos, está omnipresente na cultura e arquitectura portuguesa. As viagens marítimas realizadas entre os séculos XIII e XV levaram os Portugueses à abertura de rotas marítimas e à presença na Ásia, em África e no Brasil, dando-se assim o primeiro passo para a criação de “um mundo global”.

 

Ao contrário de algumas importantes capitais europeias, ainda hoje “Lisboa (de Olissipos, a cidade de Ulisses), na foz do Tejo, está mais apoiada no mar do que na Terra”

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